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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Comentário promovido a post I

A partir de hoje vou dar inicio a uma nova "rubrica" aqui no blog.
Comentários que fiz em outros blogs e acho que merecem ver a luz do dia como posts, pois, são assuntos cuja discussão pode vir a ser interessante.
Em todos os posts irei fazer um resumo do tópico do post original para quem só vier a ler o que escrevo se possa situar na conversa.

E o tópico de hoje vem do blog Quiproquo.
A amiga Teté falava no blog dela das pessoas que se vêem obrigadas a emigrar, afastando-se dos seus amigos e familiares, por razões financeiras.

W:Caril é bom mas ganhar dinheiro é ainda melhor e de certeza que foi essa a motivação de quem se ausentou do país para trabalhar.Em Portugal sempre se ganhou mal para os standards europeus e com o evoluir das mentalidades os minimos dos jovens de hoje não passam por ganhar o suficiente para chegar ao fim do mês com as contas pagas. Com a televisão e internet abriram-se novos horizontes e a curiosidade de ir conhecer mundo e/ou participar neste ou naquele hobby ou ter este ou aquele gosto requerem que se tenha alguma disponibilidade financeira. Essa disponibilidade, com o actual estado do país, é impossível de alcançar dentro de portas porque os empregadores mais comuns (as pequenas e médias empresas) não têm hipotese de pagar ordenados ao nível que as pessoas acham (e muitas vezes com direito) que devem auferir.Por tudo isto e toda a instabilidade que se vive em Portugal, uma das soluções que muita gente encontra é levar os seus esforços para outras paragens onde a erva é mais verde. Quem sabe um dia não voltem...
Também eu ando em busca de um pasto mais vigoroso mas nem no mercado eternoa coisa se faz ao desbarato.
Claro que é de louvar os que conseguem manter-se por terras lusas e têm bons empregos com salários ao nível das suas capacidades. É pena é serem tão poucos os que ganham o que merecem...

Podem seguir o tópico aqui.

E vocês, o que têm a dizer sobre este assunto?

quinta-feira, 7 de março de 2013

Qualidade de vida

O homem sem blogue lançou o mote e eu, inconformado com a situação que vivo de há uns tempos para cá, resolvi dar continuidade ao tema. Comentei lá e sigo aqui.

Sinto, aposto, sei, que não sou o único a achar que esta coisa de acordar de manhã, ir trabalhar, voltar ao fim do dia, ir para a cama e repetir tudo novamente durante 5 dias por semana (quando se tem sorte) é um perfeito disparate e não se pode chamar de viver. Principalmente quando o que se recebe é tão pouco e não nos permite ter a qualidade de vida à qual almejamos.
Será que a vida é só isto? Nascer, trabalhar e morrer? E onde se vive?

Tal como diz o homem sem blogue, os nossos pais fizeram os possíveis e impossíveis para que nós pudéssemos ter as melhores condições enquanto evoluíamos e nós, actualmente, vêmo-nos à rasca para conseguir viver à altura dessa qualidade de vida a que fomos habituados. Pior que termos de viver com isto é pormo-nos a imaginar que tipo de vida é que vamos conseguir dar aos nossos filhos.
Não sou casado. Nunca pensei muito nisso e não faço questão de ir além do juntar dos trapos com a minha cara metade, mas para isso é preciso ter condições para conseguir sair de casa dos meus pais de vez. A coisa está feita meio meio e não me agrada minimamente mas não há verba que possibilite a mudança a 100%.

É um facto que o país está nu (a tanga já foi vendida há muito tempo) e nós temos de fazer, agora e mais do que nunca, por nós e não esperar que sejam os outros (estado, empregador, etc) a tratar disso, mas é muito difícil quando tudo se coloca contra nós neste "querido" país porque assim o quer quem tem a faca e o queijo na mão.

Resta-nos pensar em emigrar e, aí sim, ver as nossas qualidades serem levadas em conta.